domingo, 7 de março de 2010

Dá um sinal ao Mundo desde tua casa

E se os portugueses decidissem tirar um sábado para limpar o país? A ideia parece algo onírica mas vai acontecer, em parte. Milhares de pessoas já aderiram ao Movimento Limpar Portugal num Dia, cujo objectivo é integrar o maior número de membros para, no dia 20 de Março, darmos uma “geral” à nossa floresta.

No Vale do Sousa, há membros de todos os concelhos. Felgueiras lidera com 130 pessoas, seguido de Penafiel (118), Lousada (57), Paços de Ferreira (51), Paredes (50) e Castelo de Paiva (21). Os registos são feitos no site “www.limparportugal.ning.com”, onde está disponível toda a informação de que necessita.

Paralelamente à iniciativa de 20 de Março, vários eventos decorrem e são comentados e promovidos na página online. O efeito “bola de neve” tem-se feito sentir e várias são as entidades e personalidades que dão a cara pelo projecto.

Na nossa região, um dos mais entusiastas promotores da iniciativa é Paulo Jorge Ferreira, presidente da junta de Fonte Arcada, que está presente nas redes sociais e, sempre que possível, convida à inscrição através de mensagens e breves comentários.

Este movimento surgiu de um projecto desenvolvido na Estónia em 2008. À proposta “Vamos limpar a floresta portuguesa num só dia”, em poucos dias estava em marcha um movimento cívico que conta já com cerca de mais de 17000 voluntários registados.

Neste momento já muitas pessoas acreditam que é possível. O objectivo é juntar o maior número de voluntários e parceiros, para que todos juntos possam, no dia 20 de Março de 2010, fazer algo de essencial por Portugal, pelo planeta, e pelo futuro das gerações vindouras.

O projecto Limpar Portugal também está aberto a parcerias com instituições e empresas, públicas e/ou privadas, que, através da cedência de meios (humanos e/ou materiais à excepção de dinheiro) estejam interessadas em dar o seu apoio pessoal ao movimento.

Fonte: Jornal Fórum

quinta-feira, 4 de março de 2010

PlayStation 2 faz hoje dez anos

Hoje, faz dez anos desde o lançamento da PS2 em território japonês, dia 4 de Março do ano 2000. Na Europa, a consola apenas chegou às lojas alguns meses depois, em 24 de Novembro do mesmo ano.

Foi sem dúvida, uma consola que deixou uma marca muito grande em todos nós. Deu a origem a jogos como God of War, Devil May Cry, Killzone, Kingdom Hearts e muitos outros.

Actualmente, a consola já vendeu 140 milhões de unidades em todo o mundo. Podem ainda encontrar o seu modelo Slim à venda em várias lojas portuguesas por 99 euros.

Está assim concluído um ciclo de 10 anos. A Sony já prometeu várias vezes um ciclo com o mesmo período de tempo para a PS3, esperemos que o alcance.
Parabéns da eurogamer para a PS2, que continue a proporcionar bons momentos a toda a gente que possuí uma.

Fonte: eurogamer

quarta-feira, 3 de março de 2010

E o teu coração, é saudável?

Como definiria a saúde do seu coração? Considera que deveria mudar algum hábito para melhorar? Através de sete pontos-chave é possível perceber até que ponto o seu coração está saudável.

O estudo é da Associação Americana do Coração, que acaba de lançar uma campanha de incentivo aos bons hábitos cardiovasculares, para que cada pessoa possa perceber "se a saúde cardiovascular é a ideal". Segundo o responsável pelo departamento, Donald Lloyd-Jones, "toda a gente pode fazer alguma coisa para melhorar pelo menos um destes factores.

O perfil ideal passa pelos seguintes pontos:

- Nunca fumou ou abandonou o vício há mais de um ano.

- Tem uma massa corporal inferior a 25kg/mg2

- Faz exercício físico de intensidade moderada durante pelo menos 150 minutos por semana

- Come de forma equilibrada

- Tem níveis de colesterol no sangue inferiores a 200 mg/dL

- Pressão arterial inferior a 120/80

- Níveis de glucose no sangue inferiores a 100 mg/dL

Fonte: Jornal I

terça-feira, 2 de março de 2010

Miguel Sousa Tavares - O dilema

1 A partir das 22.10 de domingo, todos os portistas se viram confrontados com um dilema de difícil solução. Perdido de vez o sonho de novo penta-campeonato, por qual dos objectivos deve torcer o nosso coração: desejar que o Braga comece a perder pontos, para que assim lhe roubemos o segundo lugar e o acesso à pré-eliminatória da Liga dos Campeões do ano que vem, ou torcer para que o Braga se aguente e consiga roubar ao Benfica o seu de há muito anunciado título de campeão? Racionalmente, deveríamos torcer pela primeira opção, mas acho que não me engano se disser que a grande maioria dos portistas torce para que, acima de tudo, o Benfica não seja campeão. É que, nos últimos anos, a «Instituição» tem feito o possível e o impossível para se tornar absolutamente odiosa e odiada aos olhos dos portistas.
Pela parte que me toca, tento, apesar de tudo, manter a calma e a lucidez. Penso que seria muito mau que o FC Porto — que, a par do Manchester United, é o clube com mais presenças na Liga dos Campeões — viesse a falhar a edição de 2010/11. E também, contra túneis e apitos encomendados, continuo a pensar que o campeão deve ser o melhor em cada época. E esta época — já o escrevi aqui duas vezes — o melhor tem sido o Benfica. E, até por isso, como também já o escrevi, é pena a história do túnel. É pena que o excesso de zelo do Dr. Costa nos faça para sempre lembrar que este, a ser o ano do Benfica, será também o ano do túnel — o ano em que nos foi retirada, de forma infame, uma das armas principais para discutir o título até final. E isto não é conversa de vencido: estava a olhar para o jogo de Alvalade, a meio da primeira parte, e a pensar que o jogo estava mesmo à medida das arrancadas do Hulk. Mas, quando olhava para o espaço que deveria ser o dele, quem é que eu via lá? O Mariano González!

2 Se me tivessem pedido um palpite para o jogo de Alvalade, eu teria apostado numa vitória do Sporting. Porque um «clássico» é sempre um «clássico», com uma lógica que desafia a simples lógica habitual, e também porque, de há uns tempos para cá — dois, três anos — venho detectando no FC Porto um preocupante regresso aos tempos do síndroma do terror da travessia do Douro. Jesualdo Ferreira devia estar atento a isso, porque essa foi a razão primeira para aquelas, já longínquas, décadas de subalternidade portista: o medo de vir jogar a Lisboa, que tolhia os jogadores, transformando-os em crianças aterrorizadas num mundo de adultos. O mesmo FC Porto que, no espaço de uma semana, aguentou e venceu o Arsenal e destroçou o Sporting de Braga, veio a Lisboa, perante um Sporting que lhe é em tudo inferior, e assinou a pior exibição da época — apenas comparável à que já havia assinado na Luz.

É claro que há coisas ou casos que são previsíveis: o Mariano ainda consegue disfarçar às vezes, quando tudo está a correr bem à equipa; mas, quando a equipa precisa mesmo de jogar onze contra onze, ele não existe — só Jesualdo é que insiste (e, diga-se em abono da verdade, acompanhado por alguns amigos da onça). Eu acho que o rapaz é sério no esforço que faz, que sente e sofre pela equipa. O problema é que ele não é capaz de dominar uma bola, de fazer um remate sem ser para onde está virado, de cruzar uma bola em condições, enfim, de exibir um básico de técnica futobolística sem a qual é forçoso pensar que se enganou na profissão. Eu sei que às vezes saem dali coisas totalmente imprevistas e que, em momentos de delírio, ele é capaz de sair da cabina telefónica com a bola à frente — mas não sai pela porta, sai pela parede de vidro, criando uma tamanha trapalhada que os adversários acabam por se desnortear. Mas, no fundamental, não há milagres no futebol: em Alvalade, Mariano perdeu todos e cada um dos lances em que interveio e não deu seguimento a uma única jogada. Mesmo assim, e igualmente previsível, Jesualdo Ferreira esperou pelo minuto 46 e pelo 3-0 para se conformar com a inviabilidade do milagre.

O que não era de prever eram outras coisas: a noite absolutamente desastrada da dupla de centrais, assistindo os remates para os dois primeiros golos do Sporting e abrindo uma avenida iluminada para o terceiro; o desaparecimento de Silvestre Varela e de Rúben Micael — este, limitado pela arrastada lesão na clavícula causada por uma entrada «a matar» de um defesa leixonense há quinze dias atrás, e branqueada em campo por Bruno Paixão. E também não era de prever que à recaída física de Rúben Micael se viesse juntar também a de Raul Meireles. E, de repente, com meio jogo pela frente, o meio-campo do FC Porto ficou entregue a três suplentes: o Tomás Costa, mais um artista de variedades, com penteado a condizer, chamado Belluschi, e um rapaz da Colômbia, Freddy Guarín de sua graça, que está seguramente na lista dos dez piores jogadores que eu alguma vez vi vestirem aquela luminosa camisola azul-e-branca. É preciso conceder: foram contratempos a mais. E ainda faltava saber para que lado cairia a sorte do jogo.

3 Resultado feito, é claro que choveu um coro de elogios à exibição do Sporting — como já antes, perante idêntico resultado, havia sido contemplada a vitória sobre o Everton. Pois eu, que vi os dois jogos, confesso-me pouco impressionado. Vi um Everton desfalcado, absolutamente inofensivo, como já havia sido contra o Benfica e, face ao qual, o Sporting não fez mais do que a sua obrigação de ganhar tranquilamente e salvar um pouco a honra de uma época sem glória. E contra o FC Porto?

Na primeira jogada de ataque, aos seis minutos, o Moutinho ganha um ressalto ao Fucile, centra no chão e pelo chão direito ao Rolando, que serve o Djaló para um remate «cagadinho» que bate mal o Helton: 1-0 no primeiro remate à baliza. Foi um tónico precioso para uma equipa que, passados dez minutos, já dava a sensação de estar a arrastar-se em campo e a suspirar pelo intervalo. E, quando já tudo caminhava para as cabinas, o Mariano perde, uma vez mais e displicentemente, uma bola a meio-campo, há um cruzamento para a área e Bruno Alves assiste de cabeça para um remate feliz do Izmailov: 2-0 ao intervalo, quando apenas o 1-0 já era excelente. E assim regressa o Sporting para a segunda parte, depois de um anormal período de descanso na cabina. Regressa e, ao minuto 1, primeiro ataque e eis que Bruno e Rolando abrem alas para ver o Liedson rematar ao poste e permitir uma recarga tranquila do Veloso: 3-0 ao minuto 46, aproveitando tudo aquilo a que generosamente talvez se possa chamar três oportunidades de golo. A partir daí, a história do jogo ficou contada: o FC Porto sucumbiu psicologicamente e o Sporting renasceu, física e animicamente, como até o Sacavenense teria renascido. Muitos «olés» e auto- -elogios, mas eu, sinceramente, ainda me pergunto onde esteve a fantástica exibição leonina. O que eu vi foi uma sorte quase obscena, a que se juntou um «hara-kiri» portista, potenciado por alguns jogadores que pareciam ter tomado Dormicum ao pequeno-almoço — seguindo, aliás, o exemplo do próprio treinador. Ainda não foi desta que consegui ver — por uma vez que seja! — Jesualdo Ferreira conseguir mudar o curso dos acontecimentos a partir do banco...

4 Também é preciso sorte noutras coisas. O Sporting começou o jogo sem nenhum titular indisponível e apenas com o seu treinador a ensaiar por antecipação a desculpa do cansaço. O Benfica tem atravessado a época inteira com todo o seu núcleo duro permanentemente disponível (à excepção de Pablo Aimar, que é, por natureza, fisicamente intermitente). Mas todos eles lá têm estado à disposição de Jesus. E, não desfazendo o mérito deste na gestão do plantel e em tudo o resto, assim tem sido com Javi García (agora castigado com dois jogos), Ramires, Aimar, Saviola, Cardozo, Di María: seis estrangeiros de luxo, sempre disponíveis. Mas já o FC Porto teve lesionados de longa duração: Varela, Fernando, Meireles, Rodriguez, Orlando Sá. Agora, juntou-lhe o Farías e há dois meses que tem o Hulk de fora, às ordens do Dr. Ricardo Costa. O Rúben anda a jogar lesionado, o Meireles talvez antes de tempo, e não tem avançados no banco de suplentes. Faz a sua diferença, mas agora já não há nada a fazer. Apenas ultrapassar o Arsenal.

Miguel Sousa Tavares n' A Bola.